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1/16/2026

A gente vê o mundo com o nosso filtro

Fonte: heyzitts

Duas pessoas podem interpretar uma única coisa de modos diferentes. Uma pessoa mais positiva tende a enxergar as coisas com mais leveza e facilidade, já uma pessoa negativa tende a enxergar as coisas com mais peso e dificuldade. E por que isso acontece?

Desde pequenos vamos absorvendo as coisas ao nosso redor, desde comportamentos, estímulos, estilo de vida, até tradições e princípios. Essa absorção vai formando não só a nossa personalidade, mas também nossa resposta a como vemos e enfrentamos o mundo, ou seja, o nosso "filtro" -  e ele influencia como recebemos e interpretamos o que vivemos. 

Tenho pensado bastante nisso quando uma fofoca de algum famoso sai e as pessoas começam a teorizar sobre o assunto. Muitas pessoas costumam partir para o lado negativo, alimentando a história com falsas informações ou até deixando comentários interpretativos definitivos a partir de um mísero fragmento alterado. Outros poucos comentários falam coisas boas ou tentam desconversar sobre o assunto. A verdade é que costumamos projetar o que é de ruim nosso na vida alheia, tomando a nossa interpretação - ou visão de mundo - como um fato. 

Tudo o que vemos, interpretamos e opinamos passa pelo nosso filtro. Nada chega exatamente como é. 

Colocamos o que é nosso naquilo que vemos e recebemos, por isso uma mesma coisa pode ser diferente para várias pessoas. Mas isso não significa que o nosso filtro seja inalterável. A tendência é que esse filtro fique cada vez mais personalizado à medida que vamos crescendo e amadurecendo. Uma pessoa negativa não é, necessariamente, negativa para o resto da vida. Ela pode aprender a olhar a vida com mais leveza e facilidade aos poucos. Assim como uma pessoa positiva pode se tornar um tanto quanto negativa durante a vida. 

 Somos seres mutáveis e em constante evolução, e o nosso filtro pode evoluir também. 

Como você tem interpretado o mundo? 

Nem sempre algo é do outro, é seu. 

Às vezes, a maneira como você interpreta a ação de uma pessoa tem mais a ver com você do que com a pessoa mesmo. Já parou para pensar nisso? É aquela famosa frase "o que te incomoda no outro é seu". 

Que possamos reavaliar nossos filtros! 

Até mais.  


1/02/2026

Por um 2026 com mais movimento

Fonte: Pinterest
Fonte: Pinterest

Antes de um novo ano começar, desde adolescente, costumo sentar e escrever minhas metas para o próximo ano. Entre as primeiras, sempre estiveram "emagrecer", "ler mais", "ser mais tal coisa...". Masss, nem sempre as metas eram concluídas ao final do ano e eu passei a me questionar o porquê. 

Com o passar dos anos, aprendi a ser mais objetiva. Ao invés de colocar uma meta tão abrangente como "emagrecer" (o que também nunca dava muito certo), passei a colocar coisas do tipo "chegar a X% de gordura" ou "fazer exercícios no mínimo 4x por semana". Outra coisa que me ajudou foi ter separado por áreas da vida, o que me fez pensar em metas mais específicas, como "ler 30 livros", "ir a tal restaurante", "guardar X de dinheiro", "fazer tal coisa com os meus pais", entre outras coisas. A intenção, desde 2025, foi tornar as coisas menos generalistas e imaginativas e mais objetivas e concretas. 

Não me levem a mal, ainda amo fazer o meu vision board e sonhar com dias melhores, mas o que fez meu 2025 ser diferente foi o fato de eu me movimentar em direção aos meus objetivos - o que parece bem óbvio para muita gente, mas para mim não era. Antes eu fazia listas e listas de coisas que eu apenas sonhava, mas pouco fazia para alcançar. Tentei desejar coisas diferentes e até mesmo desistir de outras, até que olhar para o movimento ao invés da meta me fez chegar aonde eu queria. Consegui, pela primeira vez em muitos anos, chegar no meu peso ideal, também comecei o meu clube do livro, li mais do que os 30 livros previstos, entre várias outras coisas.

Acredito que passamos muito tempo desejando as coisas, mas esquecemos que a mágica começa por ação própria. Não há nada de errado em sonhar, visualizar, manifestar, mas quando as coisas ficam apenas no campo da ideia, longe de qualquer possibilidade de realidade, a vida passa a ser uma eterna expectativa frustrada. 

O que quero dizer com tudo isso é que, podemos usar da imaginação, mas que não esqueçamos de nos movimentar, porque é justamente o movimento que traz sonhos para a realidade. 

Por um 2026 com mais movimento!

11/27/2025

Amar também é deixar ir



Por vezes, o amor pode ser muito egoísta e ciumento. Não queremos dividir, não queremos deixar ir. Queremos tudo para nós para tirar o máximo de proveito possível, alimentando uma relação que, para quem está do outro lado, pode ser muito difícil de sustentar.

O amor tem, sim, a vontade de ficar perto, de fazer o impossível para melhorar a situação e de mexer os pauzinhos para que tudo fique confortável. O amor também tem muita vontade de estender o tempo para sempre adiar o fim, mas tem tempo estendido que é egoísmo, porque o outro lado já pede por não estar mais aqui. O outro lado precisa voar, precisa seguir o próprio caminho, precisa descansar.

Amar é um mar de complexidade, com ondas de certezas e tsunamis de dúvidas. Mas também é a calmaria de águas leves que levam o barco para a praia, onde ele pode se aterrar e o marinheiro descansar. Amar tem intensidade tão grande que nos cega da realidade imposta, que clama por mudança, por descanso. Amar também é tomar uma decisão extremamente difícil, mas que é justamente o que é preciso para que o amor seja puro e fiel.

A gente ama em realidade e rotina, mas também ama na memória e na saudade, tendo um amor genuíno e bonito guardado, sem o egoísmo de querer fazer ser para sempre algo que é temporário. Tem amores que, nesse plano, têm hora para ir embora, mas, no outro plano, são eternos.

O amor tudo suporta, sim. Até a decisão mais difícil de deixar ir.

Amar também é deixar ir. E essa é a maior prova de amor.

10/23/2025

Que escolhamos deixar as pedras

Fonte: Pinterest

Todos os meus textos aqui postados são frutos de reflexões que eu tenho durante os meus dias ou sobre algo que vem ocupando a minha mente por um bom tempo. Às vezes, a própria escrita é uma maneira de refletir e até de ressignificar. Escolho postar aqui não só para dar vazão às minhas palavras, mas também para cruzar com o caminho de alguém que possa se beneficiar de alguma forma. Por isso, sigo muito o meu feeling, prestando bastante atenção no que realmente precisa ser escrito/refletido, não me amarrando a cronogramas de postagem que tolheriam a minha criatividade e fluidez. Confesso que nem sempre tenho vontade de escrever ou nem sempre tenho algo sobre o que escrever, mas também aprendi que as melhores reflexões partem do desconhecido e do desamarrado. Acho que hoje é um desses textos.

Andei pensando muito sobre os fardos que a gente escolhe carregar na vida. Até acho que essa ideia de “escolher” carregar não é familiar para muitas pessoas. Para quem não sabe, eu sou formada em Psicologia e tenho um forte pé na Psicanálise, por isso sempre reflito sobre o que é consciente e o que não é. Em terapia, depois de muuuuito repetir e quebrar a cabeça, aprendemos que temos responsabilidades frente ao que nos queixamos e temos a opção de querer deixar para trás o que nos aflige. Parece muito radical pensar assim, mas é verdade.

A gente escolhe deixar mudando de perspectiva, dando um novo sentido ao que aconteceu ou até mesmo perdoando. Mas tem muita pessoa que se apega à dor porque é justamente aquilo que dá sentido no dia a dia. É como se, deixando o fardo para trás, a pessoa não tivesse mais nada. Não sobraria nada, porque a vida, até aquele momento, foi sobre ser pesada e dolorosa.

Acredito que muita gente tem medo de desapegar da dor por não saber o que pode enfrentar pela frente. Porque a vida sem discussões, ressentimentos, brigas e angústias parece insuportável. Porque ter que reaprender a conviver, respeitar e amar parece ser muito trabalhoso.

Tem gente que acha conforto no que é desconfortável, por mais que doa muito.

E muitas dessas coisas aparecem de um jeito inconsciente, automático, repetido sem nem perceber. Mas, depois que você passa por um processo de se desarmar, se vulnerabilizar e se avaliar, o peso acaba sendo uma escolha. Aí que entra a sua responsabilidade na desordem de que você se queixa (um pensamento que nasceu de Freud, viu?!).

Eu poderia dar mil exemplos, mas acho que não teria a possibilidade de aprofundar, até porque cada um pode se apresentar de jeitos diferentes para cada pessoa. E a vida é muito mais complexa do que um mero exemplo - mas pode servir para qualquer coisa, é só refletir!

O que eu quero passar com isso é que temos opção. Na maioria das vezes, temos opção!

É muito melhor soltar o peso e encarar o desconhecido de uma vida que pode ser muito mais leve e bonita do que passar o resto da vida subindo uma montanha com uma pedra gigante nas costas, te impedindo de viver bons momentos com novos significados e sentidos.

Que escolhamos deixar as pedras.